quinta-feira, 23 de outubro de 2008

HQ Eletrônica Sin City

PROJETO HQ ELETRÔNICA.

O projeto consiste em uma experimentação hipermidiática no formato de HQ Eletrônica, criando assim uma releitura da história SIN CITY, primeiramente apresentada na Grafic Novel de Frank Miller (1991), e posteriormente em uma adaptação para o cinema, “Sin City - A cidade do pecado”, na qual Frank Miller também foi diretor.

Seu objetivo é unir por meio de recursos multimidiáticos e hipermidiáticos, as HQs e suas adaptações cinematográficas (ou animações).

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HQ Eletrônica Sin City



Protótipo HQ Eletrônica Sin City

Como Funciona?
O layout da HQ Eletrônica tem como principal característica a gestalt das HQs tradicionais, onde todos os quadrinhos são dispostos à frente do leitor, possibilitando o total controle sobre o ritmo da leitura.

Nesse formato, todo conteúdo da HQ é composto em orientação ‘retrato’, e diagramada de uma forma que possibilite ao leitor ter uma visão geral antes de guiar sua leitura. Para manter essa característica, porém adaptando-a à tela de um computador, primeiramente foi necessária a mudança da orientação de todo conteúdo para o formato ‘paisagem’, o que acaba dispensando a necessidade do uso da barra de rolagem. Utilizamos as técnicas de composição de página para quadrinhos, para o desenvolvimento de um layout onde o leitor consiga avançar ou retroceder livremente através da história, além de visualizar todos os quadrinhos dispostos em uma linha do tempo, agregando recursos multimídia como efeitos sonoros, trilha sonora e vídeos.

Para o desenvolvimento deste projeto foram utilizadas as seguintes características da hipermídia: Hibridismo, Não linearidade, Navegabilidade e Hipertextualidade.

Abaixo temos uma breve descrição de cada caracterísica e nos próximos capítulos a aplicação de cada uma delas.


Hibridismo: associação de duas ou mais mídias, encontro de dois ou mais meios; conjunção simultânea de diversas linguagens.


Hipertextualidade: sistema não-linear, multisequencial ou multilinear. Incorporam dois sistemas diferentes de utilização: o modo autor (onde são criados os sistemas de nós e âncoras) e o modo usuário (onde ocorre a navegação).


Não-Linearidade: refere-se a idéia de possibilitar caminhos e segmentos abertos, diversos, repletos de desvios, complexo, composto por linhas de segmento e linhas de fuga.
Navegabilidade: diz respeito ao ato de navegar, exploração e mobilidade do usuário no ciberespaço, na rede ou em um aplicativo de hipermídia. (MOURA, 2007)

O layout e programação de todo o projeto ainda possibilita a adaptação de outras HQs que também possuam adaptações para o cinema ou animação. Também é possível que à partir de cenas contidas no trailer do filme, desenvolvamos uma história em quadrinhos paralela que em um dado momento se encontre com a cena do trailer, assim podemos usar nosso projeto para divulgação de adaptações cinematográficas. Para a produção de uma HQ Eletrônica baseada em uma adaptação cinematográfica, é solicitado ao cliente a HQ original e a animação (ou filme), assim como a trilha sonora original. A partir desse material, é possível adaptar o material do cliente alterando a identidade visual do projeto, porém mantendo a mesma estrutura de composição.


Diagramação
O formato da HQ foi construído em um formato que se adeque perfeitamente à tela de um computador, eliminando o uso da barra de rolagem, aspecto que se faria necessário caso fosse transmitida em seu formato original, sem adaptações, fugindo à gestalt dos Quadrinhos, que seria de poder percorrer a página inteira de uma só vez com os olhos.

O layout foi desenvolvido com referência na Graphic Novel Sin City impressa. É notável o uso do traço contrastante, aliado às cores vibrantes que remetem a um ambiente sombrio e sangrento.


Grid
O Grid utilizado tem como objetivo, organizar todos elementos  de composição na tela, proporcionando ao leitor uma ótima navegabilidade e interação, ainda mantendo as características de leitura das HQs tradicionais.




Ícones
Os ícones utilizados também herdam tais características, já que o contraste entre o preto e o branco, assim como o uso de cores vibrantes e pontos específicos fazem parte de 90 por cento de sua composição.


Player de Música (Rádio)
O rádio fica disposto na parte inferior central da tela, carrega a mesma identidade visual predominante em todos os ícones da HQ Eletrônica Sin City. Nele estão disponíveis 2 músicas que fazem parte da trilha sonora original do filme. Desenvolvido através de programação em flash, é possível controlá-lo a qualquer momento durante a leitura, agregando assim uma interessante experiência hipermidiática.


Narrativa Multilinear
A quebra da narrativa linear se dá na opção do leitor conferir um trecho da história em formato vídeo, que neste caso foi extraído do próprio filme.

A hipermídia nos permite combinar várias linguagens que se interligam (Hibridismo).



Trilha sonora
A trilha sonora não tem ligação direta à narrativa, pois o ritmo da leitura é determinado pelo leitor, e a trilha sonora nesta HQ tem a utilidade de ambientalizar, contribuindo para o enriquecimento da narrativa, contudo, o leitor pode deixá-la ativada ou desativada.


Efeitos Sonoros
Assim como a trilha sonora, os efeitos sonoros têm a função de dinamizar e enriquecer a narrativa.
O som ao nosso redor pode ser classificado de duas formas: o síncrono, aqueles que tem sua origem revelada visualmente, e não-síncronos, aqueles que não permitem contato visual com seu emissor., contudo, é o que possui maior importância por se destacar dos sons e ruídos globais. Comparando a visão com a audição, podemos entender melhor como funciona a aplicação do som. Nota-se que não conseguimos ver com clareza tudo à nossa volta simultaneamente, pelo fato de nosso olho não ser seletivo, ou seja, capta tudo o que está em seu campo de visão, assim, a não ser que algo se movimente ou que tenhamos a intenção de transferir a atenção para determinado objeto, por exemplo.

Quando escrevo em minha mesa de trabalho, concentrando-me no papel diante de mim, existem vários objetos no meu campo visual [...] se, para fins de discussão, supusermos que uma mão comece a rabiscar silenciosamente alguma coisa na parte superior do papel, eu imediatamente perceberia o movimento e instintivamente olharia para cima. A mão em movimento passaria a ser o novo centro da minha atenção. (EISENSTEIN, 2002).

Visto que em momentos de concentração não conseguimos ouvir os ruídos ao redor, entretanto, se algum som como um celular tocando, por exemplo, quebra essa rotina e a atenção agora é voltada para o aparelho, então sabemos que o uso inapropriado do som ou a qualidade do mesmo não contribui à narrativa, por isso, é importante pesquisar e qualificar o som de acordo com a cena.

[...] deve procurar gravar efeitos cuja qualidade seja adequada. Uma cena pode, por exemplo, exigir o som de uma buzina de carro. Não basta que o montador procure nos arquivos uma trilha qualquer de buzina e a adapte à imagem. Terá que determinar o significado exato do som na cena e preparar a trilha de acordo. [...] É extremamente difícil descrever em palavras as pequenas diferenças de qualidade do som, embora sejam facilmente reconhecíves quando ouvidas. (EISENSTEIN, 2002).


Interatividade
A interatividade na HQ se dá na navegabilidade, permitindo escolher entre ler com ou sem som ambiente (trilha sonora), ver as cenas em formato vídeo, ou continuar lendo normalmente, incluindo a possibilidade de se acessar  informações fora da história, por meio de hiperlinks.


Vídeo

Os vídeos usados na história são cenas do filme Sin City - A cidade do pecado, que por ser fiel a Grafic Novel possibilita a perfeita combinação das mídias.


Clique aqui para ler a versão-teste de transição das páginas da revista.

By
Ivan Aoki
Rodrigo Villani (http://rvillani.blogspot.com/)
Wellington Borges (www.wborges.com)

Um comentário:

Por Robson disse...

Ficou sensacional ! Incrível mesmo. Continue postando mais episódios e novas HQs.

ROBSON